Domingo, 2 de Março de 2008

RECONHECIMENTO… PRECISA-SE!

“ Trata-se de uma muita má gestão de alguns clubes e deficientes aplicações de fundos (…)”. Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores

POR: mulo Medeiros Ávila


O Desporto representa uma importante fonte de valorização das pessoas e da sua qualidade de vida, representando também um fenómeno que envolve muita gente e que causa grande impacto junto de cada sociedade. Pela sua diversidade de visões, a causa desportiva provoca agitação e diferentes opiniões.

Muita gente dá a cara pelos clubes desportivos e entrega-se ao trabalho. Muita gente tira do seu tempo pessoal e profissional para dar ao Desporto. Muita gente trabalha diariamente e afincadamente para dignificar e manter de pé os clubes desportivos. Toda esta gente não tem por parte do Presidente do Governo Regional dos Açores o devido reconhecimento, o devido agradecimento, pois no entender de Carlos César os “clubes gerem mal os apoios que lhe são concedidos” (título do Jornal Açoriano Oriental).

O presidente do Partido Socialista em vez de elogiar, de prestigiar quem trabalha pela nossa terra, pelo desporto, pela causa que ainda movimenta dinheiro, orgulho e emoção, “deita por terra” todo o empenho, todo o trabalho dos dirigentes desportivos.

Não se pode nunca, muito menos quando se é presidente de todos os Açorianos, considerar todos como se fossem todos iguais. Não dignifica, não cativa, não incentiva os dirigentes desportivos a fazerem cada vez mais e melhor pelo Desporto dos Açores que leva longe este arquipélago, mais longe do que muitas campanhas turísticas que este Governo vem fazendo.

Este é claramente mais um exemplo de que o Presidente do PS não quer de maneira nenhuma incentivar a dinâmica da sociedade, não quer reinventar as energias da gente da nossa terra, pois quer o Governo dos Açores ser o dono e o senhor de tudo e todos, dando agora lições a quem trabalha todos os dias nos clubes, que certamente é bem diferente de trabalhar, sentado na maior cadeira do Palácio de Santana.

Caro leitor, em vez de Carlos César criticar deste forma a gestão, talvez seria melhor criar soluções para melhorar a gestão desportiva, criando um Gabinete de Apoio Jurídico e Financeiro para os clubes dos Açores, ou seja só o Governo pode pagar a gestores para colaborem com os clubes. Fica aqui uma ideia…

Concluindo, quero enaltecer e reconhecer o trabalho de todos os dirigentes, colaboradores, jogadores e demais intervenientes que dias após dia trabalham empenhadamente pelo clube por quem dão a cara. Reconheço o trabalho, mas também a gasolina, o telemóvel e por vezes o seu dinheiro.

Deixo aqui uma palavra de reconhecimento a todos pelo empenho e dedicação demonstrado ao longo destas sucessivas épocas desportivas. Bem Hajam e continuem este trabalho de desenvolvimento do desporto nas nossas localidades, trazendo com isto mais desenvolvimento às ilhas que são de TODOS NÓS.

Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

CARNAVAL 2008 (para mais tarde recordar...)





Credibilidade... Por onde andas?!


O cenário político de uma ilha deserta, muito longe daqui, tem ultimamente servido de palco a uma série de oscilações, novelas, contradições e enredos que já parecem aqueles clássicos "bailinhos de carnaval" da ilha Terceira, que certamente têm dado muito mais trabalho a todos os seus intervenientes do que aos actores principais da novela política desta Região que efectivamente não sabem bem o que querem. É caso para perguntar: Governar ou não Governar...eis a questão!?.

Precipitações e dúvidas todos têm durante o seu quotidiano, excepto quando se trata de uma candidatura a presidente do Governo, pois essas são decisões pensadas, firmes e que nunca devem depender favores ou acordos com terceiros, mesmo vindo eles do primeiro-ministro do país onde pertence essa Região. Efectivamente, quando este tipo de dúvidas e oscilações existem é porque já não se confia totalmente no resultado final ou então algo anda a perturbar aquele que quer ser candidato a presidente do Governo dessa Região, seja ele quem for.

Que um determinado partido dessa ilha está órfão e dependente de um Homem já me tinha apercebido, no entanto não percebo é porque é que esse Homem tem de fazer determinados sacrifícios para ser o candidato, pois não se pode ser candidato a presidente do Governo para fazer um mero favor ao partido. Por muito que se goste do partido penso não ser de bom-tom ter de engolir o grande sapo que é o de considerar que 12 anos é o tempo certo para governar essa longínqua Região e apresentar-se de novo a eleições depois de concluído esse tempo. Credibilidade... Credibilidade... volta para o meio nós.

É normal quando se está num Governo formar um bom grupo de amigos, um clima de camaradagem, um clima de amizade entre as pessoas, o que não é normal é criar uma teia ao longo de 12 anos e dela não conseguir sair. O que não é normal é que essa teia, por mais que cada Secretário Regional desse Governo dessa ilha dispute o tempo de antena, não consigam também eles encontrar soluções. O que não é normal é que um determinado partido e as suas estruturas de ilha tenham a consciência que a sua grande competência e o seu grande trabalho são claramente insuficientes para ganhar as eleições, tendo por isso que insistir, persistir e pedir (não de joelhos, mas quase!) para esse candidato vir à sua terra também ganhar as eleições, como se ele fosse o deputado dessa ilha.

Eu sei, eles sabem, muita gente sabe e pouca gente tem dúvidas que o segundo mandato desse líder foi muito pior que o primeiro, que o terceiro mandato de determinado líder está a ser muito pior do que o primeiro e o segundo.

Estou seguro, sempre estive, de que se todos trabalharmos no sentido de fazer da política um exercício responsável, credível e verdadeiro estaremos a dar um contributo decisivo para inverter a perda de prestígio das instituições e da política em particular. Este é claramente um mau exemplo...

Para terminar, quero só referir que qualquer semelhança com o cenário político dos Açores e do PS é pura coincidência.


Rómulo Medeiros Ávila

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

…Os “bebés” trouxeram ao Pico muita demagogia


São Roque do Pico, Janeiro de 2008


POR: Rómulo Medeiros Ávila



A última visita do Governo Regional à ilha do Pico serviu para anunciar um “bloco de partos” no novo Centro de Saúde. De acordo e aplaudo a iniciativa.

Depois de pensar “de cabeça fria” sobre esta matéria ficam algumas dúvidas no ar. Para já, era importante os responsáveis do Governo Regional esclarecerem bem o que entendem por “bloco de partos” e o que difere esse “bloco” de uma maternidade com o verdadeiro sentido da palavra.

Na sequência deste anúncio, falou-se em tudo, menos no que é mais importante. Isto é, para abrir uma maternidade ou “bloco de partos” para alguns, é preciso ter, entre outros, pediatras, cirurgiões, enfermeiros, enfermeiros especialistas, anestesistas, obstetras e intensivistas, não falando para já em todos os equipamentos como incubadoras, etc.

Como disse Artur Lima no debate parlamentar, “não sou contra a que se nasça no Pico. Não quero é que se morra no Pico por falta de assistência num bloco de partos”.

É que, caro leitor, nascer no Pico, já se nasceu, mas sem os cuidados essenciais ao bem-estar do bebé e da sua mãe.

As mulheres e os bebés merecem mais respeito e menos demagogia, e não podem servir de base aos anúncios sem fundamento de um Governo Regional.

Fica aqui, numa pequena nota, um alerta para mais os mais incautos. Esperemos pelas novas visitas…


Sábado, 24 de Novembro de 2007

SEM MEDO: ESTE HOMEM É UM MEUS ÍDOLOS


“Nunca tive medo de dizer o que sempre me pareceu mais correcto, mesmo indo contra a maioria; nunca tive medo de ficar só quando os outros alinhavam por caminhos mais fáceis; nunca tive medo de desafios e de combater por aquilo em que acreditava. Tenho ambição, quero ganhar. Quero que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos vivam melhor e com outras perspectivas de futuro”.
(Pedro Santana Lopes)


NOTA PESSOAL:

Um dos meus ídolos políticos!, nunca tive, nem tenho medo de o dizer, mesmo quando tenho as funções que tenho na política-partidária.


Rómulo M. Ávila


Sábado, 3 de Novembro de 2007

POLÍTICA DE JUVENTUDE



Por mais que os nossos Governantes Regionais fechem olhos, os mais atentos sentem, vêem e denotam que a desertificação de algumas Ilhas e Concelhos dos Açores cada vez cresce mais.

Com a deslocalização de serviços para os grandes centros açorianos, com uma crescente centralização político-administrativa dos Açores, com o fecho de alguns serviços essenciais de primeira necessidade (alguns nem chegam a abrir), com o retirar de equipamentos e recursos humanos importantes ao desenvolvimento e a uma qualidade de vida de algumas ilhas, com a falta e incentivos financeiros nas políticas agro-ambientais e industriais na Região e com a ausência clara de incentivos à fixação de jovens nos Açores, são razões mais do que suficientes para afirmar que o Governo Regional Socialista apresentou, ao longo dos últimos anos, os ingredientes necessários ao agravamento desta problemática – desertificação.

Há décadas que os autarcas dos Açores têm mostrado a sua preocupação em dotar as freguesias e concelhos de infra-estruturas que aliciem a fixação das pessoas e contribuam para o bem-estar e uma melhoria na qualidade de vida para todos, mas infelizmente, as Autarquias não podem realizar sozinhas esse trabalho, pois do outro lado, vemos um Governo partidarista que só governa para os seus e não tem efectivamente um política sustentada e alicerçada para combater este problema.

Contudo, é com bons olhos que agora, já em final de mandato, mais de 11 anos depois, Carlos César admite concentrar a sua acção nas pessoas, em políticas sociais. Já vem tarde…os açorianos sempre existiram. Outro facto importante de realçar é que a Juventude Partidária do Governo anda, como quase sempre, a reboque da Juventude Partidária da Oposição, pois só agora é que começou a olhar para desertificação como um problema grave dos Açores. Ainda bem…mas também já vem muito tarde.

Caro leitor, é necessário, de uma vez por todas, que nos Açores se faça um planeamento estruturado do território, apostando nas riquezas endógenas e cativando o investimento exterior. É necessário criar verdadeiros incentivos para a fixação de empresas e de jovens (incentivos financeiros e fiscais). É necessário apostar nas energias alternativas, na preservação dos centros históricos e no turismo cultural.

É igualmente urgente apostar numa rede de transportes de qualidade, que ligue os Concelhos e Ilhas dos Açores, para permitir o escoamento dos nossos produtos, para permitir mobilização interna dos açorianos. Transportes céleres e muito menos dispendiosos exigem-se, pois só assim se poderá gerir riqueza e emprego.

A desertificação combate-se com políticas concretas, integradas, ouvindo os representantes o poder local, profundos conhecedores da realidade, e não com medidas avulsas, esporádicas e sem nexo. Os Açores não têm, mas precisam de uma política de Juventude com reais efeitos na vida dos jovens.


Rómulo Medeiros Ávila


Sábado, 22 de Setembro de 2007

SAUDADES DE TI


Saudades de TI

Saudades de te ver

Vontade de te abraçar

Sentir o meu coração a tremer

Apenas com o teu deslumbrante olhar.

Saudades de ver um sorriso teu

Vontade de te ouvir falar,

Sentir a alegria das estrelas no céu,

Apenas por te ouvir a cantar.

Saudades da tua presença perto de mim,

Vontade de nunca te perder,

Sentir a tua ausência assim,

Apenas empobrece o meu viver.

Saudades…



"NET"

Com um olhar sobre o Mundo...


Minha Terra,
de Reginaldo Francisco de Oliveira

Minha terra tem fartura
De milho, caju e feijão
O povo que aqui trabalha
Trabalha sem parar
Quando vem janeiro
Toda a terra se acha preparada
Para plantar milho, abóbora, feijão,
Mandioca e algodão.
É a alegria do homem
Ver a chuva cair no chão,
Para fazer sua plantação
Na terra preparada
Nesse querido sertão.
Tudo que se planta aqui dá,
Basta a chuva cair
Para que tudo possa mudar
E para a felicidade do sertanejo
A chuva não pode faltar.
É prazer do nordestino
Ver a terra molhada,
O gado no campo pastando,
A água no açuce,
O bem-te-vi cantando,
O céu nublado.
É aqui que vejo o sol nascer,
O dia perecer,
A noite chegar,
O galo cantar,
Foi aqui que nasci
E aqui quero morrer