Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

REALIDADE (s)

REALIDADE (s)…

- “Onda Laranja” também nos Açores…
Caro leitor, mais uma vez os vencedores das sondagens perderam nas urnas. No fim de tarde do dia 7 de Junho, dia das Eleições Europeias, César e Sócrates, foram surpreendidos pelas pessoas que se deslocaram às mesas de voto. É a democracia a funcionar, onde a “revolução tranquila” que de tanto já falei, começa a acontecer. Sem medo, com uma nova esperança as pessoas começam a ficar bastante cansadas das pessoas, dos estilos e das políticas socialistas. Cansadas, mas com vontade de mudar!
Por mais que Carlos César tente desculpar a derrota (é sempre dos outros, nunca é ele), não pode negar que perdeu, perdeu mesmo, em 15 dos 19 concelhos desta nossa região e em 8 das 9 ilhas destes nossos Açores. É o grande derrotado aqui nos Açores.
Por outro lado, se há quem perdeu, há certamente quem ganhou. A vitória coube a Berta Cabral, líder do PSD/Açores, iniciando assim um novo ciclo na história política dos Açores, onde os principais beneficiados serão as pessoas que aqui nasceram e que aqui escolheram viver. Começa com o pé direito e esta vitória foi aquela “energia e ambição” que faltava ao PSD/Açores. Uma palavra para Patrão Neves que mostrou ser uma grande candidata (e será uma excelente eurodeputada), deu tiros certeiros no que toca à defesa dos Açores e deu um claro sinal do novo PSD/Açores: a aposta na juventude como meio para a mudança tão necessária, nunca esquecendo a experiência de muitos outros.

- Abstenção é para todos…
Tenho reparado, infelizmente, que os articulistas e os comentaristas do “regime” têm tentado valorizar os “que não foram às urnas” para de alguma forma minimizarem a estrondosa vitória do PSD nos Açores. Assim quero relembrar aos mais esquecidos que, primeiro, a abstenção é igual para todos os partidos políticos. César representa o Partido Socialista, o grande partido derrotado, e não a abstenção. Quem ganha é quem tem mais votos, caro leitor. Se é certo que a abstenção das últimas Eleições Europeias, ganhas pelo PSD, foi a maior de sempre, aumentando cerca de 10% em relação às anteriores (78,30% em 2009 e 69,42% em 2004). Também não é menos verdade que a abstenção das últimas Eleições Regionais, ganhas pelo PS, foi a maior de sempre, aumentando cerca de 10% em relação às anteriores (53,24% em 2009 e 44,30% em 2004). Assim, quanto mais o PS quer justificar o resultado eleitoral das Europeias com o aumento da abstenção, mais desvaloriza o seu próprio resultado eleitoral nas Regionais.
Só para concluir esta nota, a culpa da abstenção é de todos, mas mais do partido do Governo (sempre foi assim).

- Na manhã seguinte…
“Presença do Governo e PS na RTP/A acima do estabelecido”. Era o título do Jornal Açoriano Oriental logo após o dia das eleições. Tanta vez que isto já tinha sido dito por muitos, mas contrariado por outros tantos, mas agora quem o diz é a Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Enfim, é o que temos. “Havemos de ir lutando contra a maré”, como se diz na minha terra…

Rómulo Medeiros Ávila

Domingo, 19 de Abril de 2009

LAVA-PÉS... E MÃOS


Era Quinta-feira Santa. Que belo dia para “lava os pés” e porque não aproveitar para também “lavar as mãos”. Foi o dia escolhido para anunciar o que já deveria ter sido feito e anunciado. O “Atlântida” já não vem para os Açores, como Carlos César jurou “a pés juntos”. Este navio que era para chegar a 13 de Maio não virá, talvez apareça nessa mesma data na “Cova da Iria” aos cordeirinhos (leia-se: aqueles que acreditam nos navios de César…).


Vasco Cordeiro, a mando de alguém, escolheu a Quinta-feira Santa, praticamente na hora do lava-pés para anunciar o inevitável, aquilo que os açorianos sempre viram como solução, aquilo que a Presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, já tinha dito a 19 de Janeiro que “o contrato com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo deveria ser imediatamente rescindido para evitar uma acumulação ainda maior de inconvenientes para a Região”. Tarde e a más horas, vem este anuncio que pela escolha do dia só pode ser para esconder a verdade a toda a nossa gente. Aproveitar a Páscoa, as mini-férias, as obrigações religiosas para fazer este anúncio é no mínimo desrespeitar todos os que nestes Açores fazem a sua vida.

Carlos César engoliu certamente, em todo este processo, um dos maiores sapos da sua actividade política, pois quem bateu o pé e sempre disse chegar o navio “Atlântida”, pois para quem até a culpa era da oposição (desnorte total!), pois quem nem dá a cara para conclusão do processo, pois quem no final de tudo dá razão à líder do PSD/Açores, deve ter passado uma Páscoa de amêndoas bem amargas.

"Se o PSD fosse Governo, rescindia de imediato o contrato com os estaleiros relativamente à construção do navio Atlântida. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Se estamos perante “uma espécie de navio”, mais vale cortar o mal pela raiz e começar de novo, de forma segura e transparente", são palavras de Berta Cabral que deverão merecer o registo popular.

A má gestão não pode ficar impune. A verdade é que o tempo - e, sobretudo, o próprio Governo - vieram reconhecer que Berta Cabral é que tinha razão. César tem toda a responsabilidade neste processo, é ele que deveria ter dado a cara, é a ele que deverão ser imputadas as responsabilidades… Mas ele, o “grande senhor das ilhas”, continua a assobiar para o lado, a fazer de conta que nada se passou. O problema, açorianos e açorianas, é que somos nós a pagar tudo isto, a pagar estas brincadeiras, a não sabermos bem, depois de promessas, juras e falsidades como estão os “transportes marítimos nas nossas nove ilhas”.

“Que grande trapalhada vai nesses Açores”, diz-me um amigo de Lisboa. “Carlos César tem de ser politicamente responsabilizados pelas consequências dos seus actos e pelo falhanço total na política de transportes”, diz-me outro amigo já de idade e da ilha do Pico.

Apesar de ser o primeiro responsável pelo escândalo do Atlântida, o Presidente do Governo Regional dos Açores (desta vez e porque era coisa negativa) não deu a cara e preferiu mandar o Secretário da Economia (coitadito deste Delfim) "lavar as mãos" como Pilatos, através de uma conferência de imprensa estrategicamente realizada sensivelmente à hora do "Lava-Pés".

Associar à habitual doce Páscoa um episódio tão triste e marcante da política açoriana é torná-la bastante amarga. Esta novela negra nunca será esquecida por todos nós, sendo que o final, julgo eu, ainda é incerto….porque mais episódios virão.


Rómulo Medeiros Ávila

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

ENTREVISTA

Rómulo Medeiros Ávila - Secretário-Geral da Juventude Social Democrata/ Açores

Rómulo Ávila assume neste momento as funções de Secretário-Geral da Juventude Social Democrata dos Açores. Nascido e criado na Ilha do Pico, é um defensor acérrimo da ideia de potencialização do Triângulo. Este jovem falou ao Tribuna das Ilhas das suas ambições.

por: Maria José Silva (Tribuna das Ilhas)

Como surgiu o seu gosto pela política?
O “bichinho da política” surgiu muito cedo, muito por influência de meu Pai. A par disso, não me considero uma pessoa conformada, e por isso a política é algo em que posso pôr os meus serviços ao serviço de toda a população.


Como tem sido o seu percurso até aqui?
No aspecto político-partidário, comecei na JSD/São Roque do Pico, depois candidatei-me a presidente da JSD/Ilha do Pico e depois da minha terra, entendi que podia dar um contributo aos Açores, à JSD e ao PSD, e por isso aceitei o convite para Secretário-Geral da JSD/Açores.
Orgulho-me ainda do trabalho feito na Associação de Estudantes de São Roque do Pico e na colaboração na fundação da Federação Regional dos Estudantes dos Açores, onde por inerência também participei nas reuniões do Sistema Educativo dos Açores.


Na qualidade de Presidente da Comissão Política de Ilha da JSD do Pico, como tem sido desenvolvido o seu trabalho?
Sempre ao lado da juventude, dos jovens picarotos, lutando pelos seus interesses, apresentando sempre soluções. Às vezes até indo contra a maioria, tomando decisões algo polémicas, mas com o único objectivo de servir da melhor forma a juventude e as pessoas em geral. No Pico, fruto do excelente trabalho dos três autarcas na Madalena, em São Roque e nas Lajes, a JSD tem a tarefa mais facilitada, pois somos ouvidos, tomamos parte do futuro.

Quantos militantes tem a JSD do Pico?
Cerca de 200. A propósito de militantes, gostaria de salientar que tenho notado, como Secretário-Geral da estrutura regional, que os jovens continuam a acreditar na JSD e mesmo nós estando na oposição é bem raro o dia em que não recebemos um novo militante.


Que importâncias assumem as juventudes partidárias em ilhas mais pequenas, como é o caso do Pico?
O grande objectivo das juventudes partidárias é dinamizar a juventude, puxar pelas energias dos mais jovens, dar novas ideias e soluções. É no fundo adaptar os partidos á realidade de agora. A JSD é um grupo de pessoas que dão o seu contributo para o futuro. Conseguimos em cada ilha dos Açores constituir autênticos fóruns de discussão política. Nas terras pequenas as organizações de juventude partidárias são um grupo de amigos que tem apenas um único objectivo: quer sempre mais e melhor pela nossa/sua terra. A JSD/Açores tem sido a voz da juventude dentro do PSD.


Em que medida o facto de ter sido presidente da FRAESA mudou o seu ponto de vista sobre a educação? Quais são os principais anseios dos jovens nessa área?
Os meus três anos de trabalho nesta Federação de Estudantes pautaram-se por tentar conhecer a realidade de cada escola e de cada ilha. Defendemos, de acordo com as realidades locais, as melhores soluções para o ensino, quer em medidas pedagógicas, quer também nos graves problemas do parque escolar. O Associativismo Estudantil nos Açores não tem merecido a devida atenção por parte dos Governantes e torna-se complicado desenvolver alguma actividade devido à falta de apoios financeiros para estas Associações.

Neste momento é Secretario Geral da JSD Açores. Que tarefas tem em si incutidas?
Coordenar toda a actividade administrativa e financeira da JSD/Açores, coordenar e dirigir as actividades da Secretaria-Geral da JSD, representar a JSD sempre que for designado e prestar atenção à JSD em cada uma das ilhas e concelhos dos Açores. A minha interacção com os militantes e dirigentes da JSD é praticamente diária. O papel de Secretário-Geral da JSD/Açores, entre outras coisas, é informativo, é logístico, é administrativo e é dialogante.


É o primeiro elemento do Pico a ocupar este cargo dentro deste órgão regional. Sente um grande peso sobre os ombros? Como é representar e defender a sua ilha?
Quando aceitei o convite, disse-o na altura “aceito-o em meu nome pessoal e em nome do Pico, da minha terra”. Felizmente toda a JSD/Açores, todos os órgãos regionais, entendem o valor que tem cada ilha para os Açores, pois defendemos todos juntos quando temos de defender os interesses da juventude em cada ilha. É isso que nos distingue. Vemos uns Açores como um todo, onde o desenvolvimento harmónico das nove ilhas foi esquecido pelos socialistas.



É acérrimo na sua luta pela ilha Montanha ou acha que se deve conjugar e aproveitar o factor Triângulo?
Defender o Pico, é também defender uma aposta estratégica no turismo, é defender o triângulo como uma realidade inquestionável de desenvolvimento e de progresso. Eu costumo dizer ao presidente da JSD/Faial que o ideal era juntar estas duas ilhas e aproximar-nos de São Jorge. Já é tempo de acabar com os “bairrismos doentios” e trabalhar para o futuro comum, onde seja possível praticamente no mesmo dia visitar as fajãs de São Jorge, subir ao Pico e visitar os Capelinhos ou a marina da Horta. No caso destas ilhas, em vez de 15 + 15 + 10, ficaríamos com um mercado de 40 pessoas, todas num só bloco. É isso que defendo, o desenvolvimento do triângulo, mas também dos Açores, onde a realidade ilha e concelho nunca poderá ser esquecida.

Como vê toda esta polémica em volta da questão Triângulo, como jovem de 22 anos que é?
Deixem-se de coisas, e ponham “Mãos à obra”, como diz Berta Cabral. Também agora deposito no triângulo uma nova esperança.

Como vê o futuro da política nos Açores?
Sinceramente, que seja melhor do que tem sido até aqui. Que seja feita a verdadeira aposta nas pessoas da nossa terra, nas suas capacidades, pois defendo que cada pessoa seja o motor da acção política, o princípio e o fim de cada acto político.

O que precisa mudar?
Mudar do rumo. Mudar de pessoas. Mudar de estratégias. Os Açores precisam uma lufada de ar fresco, onde a juventude se pode bem associar à experiência de outros.

Fala-se na falta de fixação de jovens nas nossas ilhas… o que falta para que a situação se inverta?
Fazem falta projectos como a difusão do “e-learning” na Região, a aplicação da taxa reduzida do IVA em todos os produtos para bebés e crianças, as creches gratuitas, a diminuição do preço das refeições nas cantinas escolares e redução dos custos de livros e material didáctico. Projectos como a aplicação de medidas que fomentem a construção e a aquisição de habitação própria permanente para casais jovens e a criação de incentivos e benefícios fiscais à constituição e à fixação de pequenas e médias empresas nos mais diversos ramos de actividade nas ilhas mais pequenas dos Açores. Faz falta a aposta em bons e regulares transportes aéreos e marítimos de passageiros, pois são fundamentais à fixação dos jovens nas nossas ilhas e ao nosso desenvolvimento, transportes esses que fomentem uma rápida e constante ligação entre as populações e dinamizem o comércio entre elas e o exterior. As ligações aéreas entre as ilhas dos Açores e o continente devem ter o alcance de prestação de serviço público e não sermos nós, açorianos a pagar por tudo, a pagar valores no mínimo vergonhosos para circularmos dentro do mesmo país. É preciso também criar os “ninhos de empresa”, apoiar os jovens na formação de empresas que sejam necessárias ao desenvolvimento de cada ilha. É preciso nova legislação, urgente, no Arrendamento Jovem.

O seu futuro passa pela política?
Neste momento estou a licenciar-me em Relações Públicas e Comunicação na Universidade dos Açores. Não posso negar que a política suscita em mim muito interesse, mas sei que na política nada é, não pode, nem deve ser eterno. Ser Secretário-Geral da JSD/Açores é algo que faço com gosto, não posso por isso fechar a porta a nada dentro da estrutura, pois farei parte da JSD até aos 30 anos e tenho apenas 22. Muitos congressos virão…
O meu futuro passa por aquilo que entendo ser o melhor para mim e para os que me rodeiam, quer em termos profissionais, quer em termos político-partidários. Estarei disponível para o que for preciso, para que os Açores, a nossa gente, vire uma página na nossa história, com liberdade
.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

FESTAS FELIZES


Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Sá Carneiro: PARA SEMPRE!

"Francisco Sá Carneiro morre a 4 de Dezembro de 1980, vítima de um acidente de aviação, quando se deslocava para o Porto, onde iria participar no comício de encerramento da campanha presidencial".


"Cabe-nos cada vez mais dinamizar as pessoas para viverem a sua liberdade própria, para executarem o seu trabalho pessoal, para agirem concretamente na abolição das desigualdades. Para isso mais importante que a doutrinação, é levar as pessoas a pensarem, a criticarem, a discernirem".

Francisco Sá Carneiro

"Quero um país em que os idosos tenham presente e os jovens tenham futuro".

Francisco Sá Carneiro


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MATARAM-TE, mas fica o ideal!
MATARAM-TE, mas fica a doutrina!
MATARAM-TE, mas vives e viverás para SEMPRE na nossa história, na construção de um Portugal/Açores mais justos, mais fraternos e mais unidos.
GuerreiroMenino

Domingo, 22 de Junho de 2008

TAL PAÍS, O NOSSO....


-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing;


-Um cônjuge para se divorciar, basta pedir;


-Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair;


-Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno;


-Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho;


-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco;


-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro;


-O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto da Ota, mas recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro;


-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias;


-Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza;


-Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais;


-Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como 'A Arte de aprender a viver com a decepção';


-Um polícia bate num negro é uma atitude racista, um bando de negros mata 3 polícias, mas estão inseridos na sociedade;


- Um clube inscreve um jogador mal, são lhe retirados 6 pontos, um clube que tenta subornar um arbitro são lhe retirados 6 pontos;


- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados, no Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts, nem tem local para lavar mãos;


- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos);


- O ministério do ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível, no edifício do ministério do ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utiliza a bicicleta;


- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões? (não há dinheiro nem para tratar os dependentes);


- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro;


- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal, um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga é violência doméstica;


- Uma família a quem uma casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outro, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem, 6 presos que mataram e violaram idosos numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu;


- Militares que combateram em África a mando do governo da época não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOSO, AFEGANISTÃO E IRAQUE;


- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros;


- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê;


- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais … a criança tem assim muito talento, sai ao pai ou à mãe;


- O primeiro-ministro diz que o serviço de saúde com as medidas tomadas está mais prático e eficiente, não há registo de na última década de alguém ter visto ministro, a esposa ou enteados nos SAP's portugueses?;


-Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada.



in: NET (mail recebido)

Domingo, 2 de Março de 2008

RECONHECIMENTO… PRECISA-SE!

“ Trata-se de uma muita má gestão de alguns clubes e deficientes aplicações de fundos (…)”. Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores

POR: mulo Medeiros Ávila


O Desporto representa uma importante fonte de valorização das pessoas e da sua qualidade de vida, representando também um fenómeno que envolve muita gente e que causa grande impacto junto de cada sociedade. Pela sua diversidade de visões, a causa desportiva provoca agitação e diferentes opiniões.

Muita gente dá a cara pelos clubes desportivos e entrega-se ao trabalho. Muita gente tira do seu tempo pessoal e profissional para dar ao Desporto. Muita gente trabalha diariamente e afincadamente para dignificar e manter de pé os clubes desportivos. Toda esta gente não tem por parte do Presidente do Governo Regional dos Açores o devido reconhecimento, o devido agradecimento, pois no entender de Carlos César os “clubes gerem mal os apoios que lhe são concedidos” (título do Jornal Açoriano Oriental).

O presidente do Partido Socialista em vez de elogiar, de prestigiar quem trabalha pela nossa terra, pelo desporto, pela causa que ainda movimenta dinheiro, orgulho e emoção, “deita por terra” todo o empenho, todo o trabalho dos dirigentes desportivos.

Não se pode nunca, muito menos quando se é presidente de todos os Açorianos, considerar todos como se fossem todos iguais. Não dignifica, não cativa, não incentiva os dirigentes desportivos a fazerem cada vez mais e melhor pelo Desporto dos Açores que leva longe este arquipélago, mais longe do que muitas campanhas turísticas que este Governo vem fazendo.

Este é claramente mais um exemplo de que o Presidente do PS não quer de maneira nenhuma incentivar a dinâmica da sociedade, não quer reinventar as energias da gente da nossa terra, pois quer o Governo dos Açores ser o dono e o senhor de tudo e todos, dando agora lições a quem trabalha todos os dias nos clubes, que certamente é bem diferente de trabalhar, sentado na maior cadeira do Palácio de Santana.

Caro leitor, em vez de Carlos César criticar deste forma a gestão, talvez seria melhor criar soluções para melhorar a gestão desportiva, criando um Gabinete de Apoio Jurídico e Financeiro para os clubes dos Açores, ou seja só o Governo pode pagar a gestores para colaborem com os clubes. Fica aqui uma ideia…

Concluindo, quero enaltecer e reconhecer o trabalho de todos os dirigentes, colaboradores, jogadores e demais intervenientes que dias após dia trabalham empenhadamente pelo clube por quem dão a cara. Reconheço o trabalho, mas também a gasolina, o telemóvel e por vezes o seu dinheiro.

Deixo aqui uma palavra de reconhecimento a todos pelo empenho e dedicação demonstrado ao longo destas sucessivas épocas desportivas. Bem Hajam e continuem este trabalho de desenvolvimento do desporto nas nossas localidades, trazendo com isto mais desenvolvimento às ilhas que são de TODOS NÓS.

Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Credibilidade... Por onde andas?!


O cenário político de uma ilha deserta, muito longe daqui, tem ultimamente servido de palco a uma série de oscilações, novelas, contradições e enredos que já parecem aqueles clássicos "bailinhos de carnaval" da ilha Terceira, que certamente têm dado muito mais trabalho a todos os seus intervenientes do que aos actores principais da novela política desta Região que efectivamente não sabem bem o que querem. É caso para perguntar: Governar ou não Governar...eis a questão!?.

Precipitações e dúvidas todos têm durante o seu quotidiano, excepto quando se trata de uma candidatura a presidente do Governo, pois essas são decisões pensadas, firmes e que nunca devem depender favores ou acordos com terceiros, mesmo vindo eles do primeiro-ministro do país onde pertence essa Região. Efectivamente, quando este tipo de dúvidas e oscilações existem é porque já não se confia totalmente no resultado final ou então algo anda a perturbar aquele que quer ser candidato a presidente do Governo dessa Região, seja ele quem for.

Que um determinado partido dessa ilha está órfão e dependente de um Homem já me tinha apercebido, no entanto não percebo é porque é que esse Homem tem de fazer determinados sacrifícios para ser o candidato, pois não se pode ser candidato a presidente do Governo para fazer um mero favor ao partido. Por muito que se goste do partido penso não ser de bom-tom ter de engolir o grande sapo que é o de considerar que 12 anos é o tempo certo para governar essa longínqua Região e apresentar-se de novo a eleições depois de concluído esse tempo. Credibilidade... Credibilidade... volta para o meio nós.

É normal quando se está num Governo formar um bom grupo de amigos, um clima de camaradagem, um clima de amizade entre as pessoas, o que não é normal é criar uma teia ao longo de 12 anos e dela não conseguir sair. O que não é normal é que essa teia, por mais que cada Secretário Regional desse Governo dessa ilha dispute o tempo de antena, não consigam também eles encontrar soluções. O que não é normal é que um determinado partido e as suas estruturas de ilha tenham a consciência que a sua grande competência e o seu grande trabalho são claramente insuficientes para ganhar as eleições, tendo por isso que insistir, persistir e pedir (não de joelhos, mas quase!) para esse candidato vir à sua terra também ganhar as eleições, como se ele fosse o deputado dessa ilha.

Eu sei, eles sabem, muita gente sabe e pouca gente tem dúvidas que o segundo mandato desse líder foi muito pior que o primeiro, que o terceiro mandato de determinado líder está a ser muito pior do que o primeiro e o segundo.

Estou seguro, sempre estive, de que se todos trabalharmos no sentido de fazer da política um exercício responsável, credível e verdadeiro estaremos a dar um contributo decisivo para inverter a perda de prestígio das instituições e da política em particular. Este é claramente um mau exemplo...

Para terminar, quero só referir que qualquer semelhança com o cenário político dos Açores e do PS é pura coincidência.


Rómulo Medeiros Ávila

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

…Os “bebés” trouxeram ao Pico muita demagogia


São Roque do Pico, Janeiro de 2008


POR: Rómulo Medeiros Ávila



A última visita do Governo Regional à ilha do Pico serviu para anunciar um “bloco de partos” no novo Centro de Saúde. De acordo e aplaudo a iniciativa.

Depois de pensar “de cabeça fria” sobre esta matéria ficam algumas dúvidas no ar. Para já, era importante os responsáveis do Governo Regional esclarecerem bem o que entendem por “bloco de partos” e o que difere esse “bloco” de uma maternidade com o verdadeiro sentido da palavra.

Na sequência deste anúncio, falou-se em tudo, menos no que é mais importante. Isto é, para abrir uma maternidade ou “bloco de partos” para alguns, é preciso ter, entre outros, pediatras, cirurgiões, enfermeiros, enfermeiros especialistas, anestesistas, obstetras e intensivistas, não falando para já em todos os equipamentos como incubadoras, etc.

Como disse Artur Lima no debate parlamentar, “não sou contra a que se nasça no Pico. Não quero é que se morra no Pico por falta de assistência num bloco de partos”.

É que, caro leitor, nascer no Pico, já se nasceu, mas sem os cuidados essenciais ao bem-estar do bebé e da sua mãe.

As mulheres e os bebés merecem mais respeito e menos demagogia, e não podem servir de base aos anúncios sem fundamento de um Governo Regional.

Fica aqui, numa pequena nota, um alerta para mais os mais incautos. Esperemos pelas novas visitas…


Sábado, 24 de Novembro de 2007

SEM MEDO: ESTE HOMEM É UM MEUS ÍDOLOS




“Nunca tive medo de dizer o que sempre me pareceu mais correcto, mesmo indo contra a maioria; nunca tive medo de ficar só quando os outros alinhavam por caminhos mais fáceis; nunca tive medo de desafios e de combater por aquilo em que acreditava. Tenho ambição, quero ganhar. Quero que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos vivam melhor e com outras perspectivas de futuro”.

(Pedro Santana Lopes)



NOTA PESSOAL:


Um dos meus ídolos políticos!, nunca tive, nem tenho medo de o dizer, mesmo quando tenho as funções que tenho na política-partidária.



Rómulo M. Ávila


Sábado, 3 de Novembro de 2007

POLÍTICA DE JUVENTUDE



Por mais que os nossos Governantes Regionais fechem olhos, os mais atentos sentem, vêem e denotam que a desertificação de algumas Ilhas e Concelhos dos Açores cada vez cresce mais.

Com a deslocalização de serviços para os grandes centros açorianos, com uma crescente centralização político-administrativa dos Açores, com o fecho de alguns serviços essenciais de primeira necessidade (alguns nem chegam a abrir), com o retirar de equipamentos e recursos humanos importantes ao desenvolvimento e a uma qualidade de vida de algumas ilhas, com a falta e incentivos financeiros nas políticas agro-ambientais e industriais na Região e com a ausência clara de incentivos à fixação de jovens nos Açores, são razões mais do que suficientes para afirmar que o Governo Regional Socialista apresentou, ao longo dos últimos anos, os ingredientes necessários ao agravamento desta problemática – desertificação.

Há décadas que os autarcas dos Açores têm mostrado a sua preocupação em dotar as freguesias e concelhos de infra-estruturas que aliciem a fixação das pessoas e contribuam para o bem-estar e uma melhoria na qualidade de vida para todos, mas infelizmente, as Autarquias não podem realizar sozinhas esse trabalho, pois do outro lado, vemos um Governo partidarista que só governa para os seus e não tem efectivamente um política sustentada e alicerçada para combater este problema.

Contudo, é com bons olhos que agora, já em final de mandato, mais de 11 anos depois, Carlos César admite concentrar a sua acção nas pessoas, em políticas sociais. Já vem tarde…os açorianos sempre existiram. Outro facto importante de realçar é que a Juventude Partidária do Governo anda, como quase sempre, a reboque da Juventude Partidária da Oposição, pois só agora é que começou a olhar para desertificação como um problema grave dos Açores. Ainda bem…mas também já vem muito tarde.

Caro leitor, é necessário, de uma vez por todas, que nos Açores se faça um planeamento estruturado do território, apostando nas riquezas endógenas e cativando o investimento exterior. É necessário criar verdadeiros incentivos para a fixação de empresas e de jovens (incentivos financeiros e fiscais). É necessário apostar nas energias alternativas, na preservação dos centros históricos e no turismo cultural.

É igualmente urgente apostar numa rede de transportes de qualidade, que ligue os Concelhos e Ilhas dos Açores, para permitir o escoamento dos nossos produtos, para permitir mobilização interna dos açorianos. Transportes céleres e muito menos dispendiosos exigem-se, pois só assim se poderá gerir riqueza e emprego.

A desertificação combate-se com políticas concretas, integradas, ouvindo os representantes o poder local, profundos conhecedores da realidade, e não com medidas avulsas, esporádicas e sem nexo. Os Açores não têm, mas precisam de uma política de Juventude com reais efeitos na vida dos jovens.


Rómulo Medeiros Ávila


Sábado, 22 de Setembro de 2007

Com um olhar sobre o Mundo...


Minha Terra,
de Reginaldo Francisco de Oliveira

Minha terra tem fartura
De milho, caju e feijão
O povo que aqui trabalha
Trabalha sem parar
Quando vem janeiro
Toda a terra se acha preparada
Para plantar milho, abóbora, feijão,
Mandioca e algodão.
É a alegria do homem
Ver a chuva cair no chão,
Para fazer sua plantação
Na terra preparada
Nesse querido sertão.
Tudo que se planta aqui dá,
Basta a chuva cair
Para que tudo possa mudar
E para a felicidade do sertanejo
A chuva não pode faltar.
É prazer do nordestino
Ver a terra molhada,
O gado no campo pastando,
A água no açuce,
O bem-te-vi cantando,
O céu nublado.
É aqui que vejo o sol nascer,
O dia perecer,
A noite chegar,
O galo cantar,
Foi aqui que nasci
E aqui quero morrer



Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Festivais de Verão










Hoje o pano de fundo deste meu texto de opinião é a reserva natural do Ilhéu do Topo, em São Jorge. Vendo em frente a ilha Terceira, imaginando o Pico e o Faial lá mais ao longe, hoje apetece-me enaltecer o que de bom existe nestas terras, o excelente “trabalho da mãe natureza”, mas também o que bom se faz por estas paragens: os Festivais de Verão.Escrevo este texto reparando que ao meu lado está o mar e na televisão uma reportagem sobre o reviver da tradição Baleeira. Enfim, tudo se conjuga para que nestas linhas que abaixo se encontram, eu tente elaborar um hino à coragem, ao trabalho, à imaginação e à forte vontade da gente desta nossa terra de tentar, a cada dia que passa, viver cada dia melhor, sendo por vezes pouco apoiada e esquecida pelos governantes.
As Festas de Verão dos concelhos e freguesias destas ilhas do Triângulo são exemplos de dedicação, de trabalho e de esforço financeiro das respectivas Autarquias. Neste contexto, gostaria de apelar ao Governo Regional dos Açores (de todos os açorianos presume-se!) que olhasse com outros olhos para estas festas, pois são importantes momentos para a nossa população e com o apoio de todos, tudo se tornaria mais fácil. Enfim, os actos ficam para quem os pratica, mas o que é facto é que os festivais estão aí e estão para ficar (com o esforço de alguns, que sempre pensam em todos e na juventude em particular).
Primeiro a minha terra, o Pico, onde se realizam as Festas de Santa Maria Madalena, o Cais Agosto e a Semana dos Baleeiros. Santa Maria Madalena é destas a primeira festa que pelo seu cariz e últimos cartazes apresentados tem chamado cada vez mais gente ao concelho madalenense. Depois o Cais Agosto, com provas dadas, com bandas sempre escolhidas ”a gosto”, com um esqueleto sempre idêntico, com um excelente espaço, tem-se assumido como um dos maiores festivais dos Açores. A festa de São Roque do Pico está implantada no roteiro da juventude açoriana e tem sido a cada ano que passa (com mais ou menos críticas de alguns) um exemplo de dinamismo e de “festa” propriamente dita. Ainda no Pico, da Semana dos Baleeiros pouco ainda há para dizer, pois há data de feitura de artigo ainda não se realizaram, mas dada a sua tradição e toda a sua história também promete animar a Vila Baleeira.
Viajando até ao outro lado do canal, surge a Semana do Mar, onde a tradição ligada ao mar atinge o seu expoente máximo e onde a juventude tem também um papel importante enquanto apreciadora dos grandes espectáculos. Este ano destaca-se a zona da restauração que primou pela singularidade.
Na ilha de São Jorge, três festas merecem o meu destaque. Na “Semana Cultural” de Velas tem sobressaído, para além dos concertos das bandas, a aposta em restaurantes com qualidade e “quantidade” (nos dois sentidos: quantidade de escolha e quantidade de alimentação).Já para os lados da Calheta, o Festival de Bandas Filarmónicas constitui um exemplo de dignificação e preservação da cultura açoriana e jorgense. Também por estes lados, na Vila do Topo, surge o “TopoRock” na sua segunda edição, onde é de realçar as excelentes condições e o excelente espaço conseguido pela organização. Outro factor importante a salientar é que aqui no Topo a aposta nas bandas locais, nas bandas açorianas tem sido um vector importante.
Por fim, e para aqueles que ainda se dignam a criticar e a não apoiar quem trabalha, quem se esforça, quem não dorme durante os dias das festas, umas breves palavras: aprendam a dizer bem do que é nosso (sei que poderá ser difícil, pois tudo em alguns olhos é visto pela cor política da organização seja ela qual for).
Concluindo, quero reafirmar que gosto de ser dos Açores, gosto de ser do Pico, gosto de ser do Triângulo, e esta minha opinião não depende da cor partidária dos governantes das Autarquias, das Juntas de Freguesia ou do próprio Governo Regional.

Festivais de Verão: Sinónimo de trabalho e excelência.

Vila do Topo, 22 de Agosto de 2007


Rómulo Medeiros Ávila

Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

A minha opinião....


É trágico…

…. Mas pede-se respeito!




Caro leitor, todos nós compreendemos e devemos respeitar o drama que é a dor para um pai ou para uma mãe perder um filho, seja por falecimento, seja por rapto, seja por outra qualquer razão.

Madeleine, infelizmente, é uma das mais recentes vítimas de “desaparecimento” de crianças. Os portugueses, Portugal, com todo o nosso vigor unimo-nos nesta causa, colocámo-nos ao lado da dor e do sofrimento desta família inglesa.

Contudo, os nossos meios de comunicação social, fazem com que há praticamente um mês atrás este caso nos entre pela porta dentro. Todos os noticiários televisivos, através da sua abertura, primeiras páginas de jornais e grandes notícias nas rádios. Será que aconteceu assim com todas as crianças que desapareceram em Portugal? Será que demos a mesma importância, o mesmo mediatismo, o mesmo apoio às famílias portuguesas que também sofrem com a perda dos seus entes queridos. São já alguns casos…

Todos compreendemos, eu compreendo, e nada, mas mesmo nada me move contra este caso, contra esta família, mas tudo me move em nome da luta pela igualdade de tratamento de toda a gente, não se podendo olhar a raças, a idiomas, a cores, e aos locais de onde provém (por mais força que esse país tenha!).

Caro leitor, a propósito deste caso, a comunicação social inglesa quer escrita, quer televisiva, tem tecido comentários pouco abonatórios sobre as nossas autoridades. É já repugnante o tipo de palavras usadas, o tipo de reportagens que se apresentam sobre a nossa polícia, sobre os nossos técnicos e agentes que de noite e de dia se têm esforçado a bem de resolver este caso. Será que todo esse trabalho tem sido devidamente valorizado? Não está, é a minha resposta! Sabe-se comprovadamente que, por exemplo, a nossa Polícia Judiciária é reconhecida por ser constituída por excelentes técnicos e no terreno ser uma força que se pode equiparar com outras europeias. Merecem respeito! Merecemos respeito! Como também se sabe as duas forças policiais e peritos (Ingleses e Portugueses) estão a trabalhar em conjunto, e poder-se-á perguntar aos directores de jornais e chefes de redacção ingleses que se as suas forças são as melhores, porque é que ainda não conseguiram recuperar esta criança.

Sei que poderei estar a ser duro e frio no tratamento de uma questão tão delicada como esta. A dor de perder alguém, um filho, deve ser trágica, deve ser desesperante e por isso, eu espero que a pequena Madeleine, mas também o Rui Pedro, a Sofia Oliveira, a Cláudia Sousa, o Rui Pereira, o João Teles, o Jorge Sepúlveda, a Ana Santos, e todos as outras crianças desaparecidas, sejam encontrados e voltem para a casa de quem os mais ama – para casa dos seus pais, para perto da sua família.

Para concluir, e sem nunca querer ferir susceptibilidades, quero dizer que considero importante para nós, Portugueses, interrogarmo-nos sobre este tipo de questões, pois eu tenho a certeza de que Tony Blair, primeiro-ministro inglês não viria pedir desculpas a ninguém, tal como vieram altas personalidades do governo e certamente nenhuma campanha de promoção das nossas terras, por mais estúpida que seja (como a chamada de “Allgarve”) seria colocada em dúvida, muito menos seria colocada a hipótese de os hotéis ingleses não serem seguros. Finalmente, fica aqui um apelo: nunca percam de vista as vossas crianças, muito menos, quando se está de férias, num país em que não conhecemos as pessoas e as redondezas.


Rómulo M. Ávila

Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Carmona ambiciona «maioria absoluta»


"Carmona Rodrigues apresentou-se, esta terça-feira, como um candidato à câmara de Lisboa «realmente independente» e que ambiciona ter «maioria absoluta».

O ex-presidente do município, eleito há dois anos como independente nas listas do PSD, apresentou hoje a sua candidatura às eleições intercalares de 15 de Julho numa sala com dezenas de apoiantes e que terminou ao som do hino de campanha, cantado por Toy, "O meu partido é Lisboa".

«Esta é uma equipa para a maioria absoluta», afirmou o candidato numa cerimónia em que estava toda a sua lista, o mandatário, o actor Ruy de Carvalho.

«Em termos futebolísticos, trata-se de uma selecção de grandes jogadores, onde não houve 'cunhas' para fazerem parte da mesma», definiu.

Para os próximos dois anos, Carmona Rodrigues prometeu trabalho, «empenho e dedicação» pela capital para «dar continuidade» ao seu projecto autárquico, interrompido a meio, e não «dois anos de pré-campanha para as autárquicas de 2009»."
(...) In: TSF


Carmona Rodrigues, eu estou contigo!

Se eu fosse Lisboeta tinha o meu voto decidido. Votava na continuação do Progresso! Votava no Desenvolvimento! Votava na experiência, no dinamismo e na ambição! Votava por uma Lisboa livre de Partidos. É tempo de ser dar novas oportunidades a quem deixa as intrigas partidárias de lado. LISBOA MERECE. Eu votava Carmona Rodrigues!


Rómulo M. Ávila

Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Tenho vergonha! ... Onde anda a nossa língua?





" O Gabinete de Avaliação Educacional justificou hoje a ausência de penalização de erros ortográficos na parte das provas de aferição dedicada à interpretação de texto com a necessidade de se "avaliar separadamente diferentes competências" da língua e "traçar estratégias distintas".Em declarações à agência Lusa, o director do Gabinete de Avaliação Educacional, Carlos Pinto Ferreira, explicou que a prova de Língua Portuguesa dos 4º e 6º anos testa a compreensão de texto, o conhecimento da língua e a expressão escrita, competências avaliadas em separado para permitir aos serviços da tutela identificar as lacunas dos alunos em cada uma.
Não faz sentido penalizar a incorrecção ortográfica na primeira parte, quando o que se pretende perceber é se o aluno compreendeu ou não o texto. (...)"


Tal como ilustra a figura, eu também sinto vergonha por pertencer a este país, dirigido por estas pessoas, por este gente sem competência e que colocam em causa parte da nossa identidade cultural - A NOSSA LÍNGUA!
Reitero este comentário que li: "Como é que se pode eliminar o cancro no ensino se ele está instalado no Ministério. Nem tenho palavras para avaliar esta aberração de avaliação. O que é escrita ? O que a valida? Se é para não considerar o escrito, então faça-se uma oral para ver se percebeu o texto. Um texto com erros ortográficos e de construção não vale nada pois não exprimiu o pensamento"

Tenham vergonha.

Tenho dito!




Rómulo M. Ávila

Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Do mais belo que há...


Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali....
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e
coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!




José Régio

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Sócrates nos Lusíadas....



As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;

E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.



Anónimo

Domingo, 6 de Maio de 2007

Inspiração II - Montanha


NO ALTO DA MONTANHA

No alto da montanha
Perto do Céu, de "Deus"
Contemplando a música dosAnjos
Ao lado de Seres Celestiais!
No alto da montanha Intocáveis, Inatingíveis.
Pobres Seres... Realizados,
preenchidos com sua própria existência
Com a falsa visão do "Paraíso"!

No alto da montanha
Perto do Céu, de "Deus"
Voltados para si, e só para si
Pobres Seres...
Tão Sublimes e tão Vazios!

No alto da montanha
Perto da Magnitude, do Esplendor
De ouvir o que só Anjos poderiam!
Pobres Seres... Tão Perto e tão Longe,
Longe de si, de nós.
Distanciados e afastados de todos...

De nós... Simples Mortais,
meros Seres Humanos
Nós, que nos tornamos"mudos" e sem expressão
Nós, que fazemos força, lutando, desesperadamente,
para nos fazermos ouvir!

No alto da montanha
Perto do Céu...
Intocáveis, Inabaláveis!
Abaixo da montanha Longe do Céu...
A realidade, nós, a dura e verdadeira Realidade!


Juliana Lopez Silveira

Inspiração III - MAR


VOZES DO MAR


Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...


Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!


Florbela Espanca

Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Já lá vão 33 anos...



VIVA A LIBERDADE!

VIVA A DEMOCRACIA!


Rómulo M. Ávila

Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Dedicatória ao nosso Primeiro-Ministro


O Churchil não tinha canudo
O John Major também não.
O Jerónimo de Sousa é metalúrgico
O Zé Socas é aldrabão.

Se queres fazer uma casa
Um arquitecto deves procurar
Se queres construir um palheiro
Com o Socas podes tratar

Queixava-se o povo do Santana
Achava-o maluco e incompetente
Agora apanhamos o Socas
Que "tirou o curso" na Independente

Anda um gajo a queimar as pestanas
Anos a fio no ensino estatal
O Zé Socas que é um gajo ocupado
Fez tudo numa manhã dominical...


Autor Desconhecido

Domingo, 1 de Abril de 2007

O Significado da Páscoa…


"A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimónias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egipto durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

Para os curiosos, aí estão as datas da Páscoa até o ano de 2010:


· 2007 - 08 de Abril

· 2008 - 23 de Março

· 2009 - 12 de Abril

· 2010 - 04 de Abril".




Volto daqui a 5 dias .... Boas Férias para todos!


Rómulo M. Ávila


Segunda-feira, 19 de Março de 2007

O NOSSO CONVENTO



Em altura de campanha tinham-nos prometido encontrar uma solução para o Convento São Pedro de Alcântara. Passados oito anos, fiquei e ficou muita população de São Roque do Pico, espantada, quando de um dia para o outro, um "extraterrestre" leva muito do património histórico-cultural deste Concelho, um património muito antigo e pelos vistos, vai deixar no seu lugar, uma pousada de juventude.

Na minha modesta opinião, as obras no Convento de São Pedro de Alcântara não vão em nada dignificar a história daquele edifício, e em parte a história do Concelho de São Roque do Pico. Vai ficar, quanto a mim, descaracterizado, vai ficar diferente... . Como é que vou explicar aos meus filhos, aos turistas e a outras pessoas que cá venham, a história, o passado do Convento de Alcântara, quando se devia aproveitar turisticamente este digníssimo espaço para divulgar a história da nossa terra, os nossos antepassados, a nossa realidade e a nossa vivência...

O Convento de São Pedro de Alcântara é um património de valor incalculável, intrinsecamente ligado ao nascimento/origem do Concelho de São Roque do Pico, da terra que é de todos nós.

Pergunto:
- Não seria possível coexistirem o património antigo, com restauros de pormenor que os tempos de hoje exigem?
- Não seria melhor colocar este projecto à consideração pública?
- Será legítimo o Executivo Regional actual, descaracterizar, enviesar e alterar o património que é de todos?
Se é certo que São Roque e mesmo o Pico necessitam de uma Pousada de Juventude, é também certo que não é no Convento de São Pedro de Alcântara que esta deveria ser feita.
Rómulo M. Ávila

Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Vila de São Roque do Pico


Isto é São Roque
Um Cantinho á beira mar
Onde há jóias de bom toque
E abraços pelo ar.
(…)
Jóias que são alegria
E um rico património
Santo Amaro, Santa Luzia
Prainha e Santo António

Primeiro Santa Luzia
De quem toda a gente gosta
Brilha o sol durante o dia
E há festinhas na costa
(…)
Santo António não engana
Também tem o seu bairrismo
Com São Vicente e Santa Ana
E a furna do turismo.
(…)
A Praínha bem se prima
Bem se prima e eu bem acho
Com o parque na Cima
E a igreja na de Baixo
(…)
Santo Amaro onde há mãos
Que moldam sem ter rival
É terra dos artesãos
E da construção naval
(…)
São Roque que é o centro
Desta zona litoral
Dos abraços que tem dentro
Manda a todos por igual.


Letra de “Cais Agosto”, de José Duarte Garcia (Pai)

Sábado, 3 de Março de 2007

Portugal – onde estão os valores?

Portugal – onde estão os valores?


» Vivemos num tempo de progresso; de progresso científico, tecnológico e cultural (com a globalização), no entanto não nos podemos esquecer que todo este progresso é feito e resulta de uma interacção à volta da pessoa.
Será que esta pessoa, no verdadeiro sentido do termo, tem sabido acompanhar os tempos com responsabilidade e com os pilares associados aos valores morais/éticos e espirituais? Será que, ao invés dos tempos de progresso, estamos a regredir em relação aos nossos valores e atitudes?
Estas e outras perguntas relacionadas com esta temática – crise de valores – continuam a pairar no ar e continuarão sem resposta … até quando? Até quando cada um de nós não se consciencializar do papel que tem a desempenhar na sociedade e até quando cada um de nós não basear as suas tarefas na ética, na moral e no respeito pelo próximo.
É aqui, neste contexto, da educação para a vida (atitudes e valores dignos da pessoa humana) que surge o papel da família – sempre em primeiro lugar, da escola, da comunicação social e da própria sociedade em si, como fontes criadoras de atitudes responsáveis, dignas, coerentes e inteligentes.
Voltando à realidade dos nossos tempos, ao nosso país, aquilo que contrasta com o que devemos ser e fazer, enquanto seres humanos.
Caro amigo leitor, temos coisas boas em Portugal, mas vivemos nas ilusões das OTAs e TGVs, nas visitas vistosas dos Bill Gates. Vivemos no país da esperteza dos corruptos, que até se safam às malhas da justiça e são agora presidentes de grandes municípios continentais. Vivemos no país “cor-de-rosa”, onde tudo é fascinante e tudo é belo, onde a mentira ocupa cada vez mais um lugar de grande destaque.
Vivemos no país onde os jovens não têm a sua reforma assegurada por má gestão e incompetência de alguns adultos (mas a culpa é sempre da juventude, afirmam eles).
Vivemos no país dos atestados, no país da calúnia e da “mexeriquice” desenfreada, no país do compadrio, onde os nossos governantes sorridentes dizem que está tudo bem, mas saímos à rua e vemos um país doente, com gente sem luz e sem água, sem local para dormir.
Temos gente boa, gente competente e com ideias, mas vivemos num país em que o parecer é melhor que o ser, num país onde ainda morremos por não termos o acesso a todos os cuidados de saúde (aliás, aqui a saúde é só para os que têm dinheiro).
Vivemos num país democrático, mas muitos escondem-se e têm medo de dizer o que pensam, muitos ficam de fora por não serem do partido do governo, muitos são nomeados para cargos do governo e mesmo acabando o seu trabalho continuam no governo.
Caro amigo leitor, temos coisas boas em Portugal, mas até quando vamos continuar a ser o país dos 3 F’s (Fátima, Futebol e Fado) e passaremos a ser o país do J – Justiça, do E – Emprego, do C – Competência, do R – Rigor e do V – Verdade?
As nódoas nas camisas são sinal de sujidade, que estragam a beleza da própria camisa, algo que caiu e veio para estragar. Transpondo esta questão da nódoa para um plano real, as nódoas são muitos daqueles que por aí andam, quer no anonimato (logo sem fundamento, sem identidade ou com vergonha da própria identidade, com vergonha de si mesmo), quer aqueles que por aí andam cujo nome, a cara e o feitio são bem conhecidos por todos.

Rómulo M. Ávila
PARA REFLECTIR:
"Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos (…) Adoramos fingir que aquilo tudo é verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza".
In: José Ricardo Costa, "O atestado médico"

Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

O TEMPO DE CÉSAR ESTÁ A ACABAR



O pior inimigo da política é o tempo. Tempo este que actua sobre os Homens e vai-lhes tirando a graça, o engenho e arte de bem servir as populações. Em política, todos temos de ter a consciência de que, mais importante do que entrar, é saber sair. Saber sair de cabeça erguida, dando lugar a outros que têm novas formas de agir, novas formas de pensar, novas formas de liderar e novas formas de projectar o futuro. Não podemos ter ilusões, o nosso Governo Regional começa a ficar viciado, começa a ficar esgotado, começa a ficar com uma fonte sem água, sem ideias e sem energia. O apego ao poder começa a ser notável.
Alguém tem dúvidas que o segundo mandato de César foi muito pior que o primeiro?! Alguém tem dúvidas que o terceiro mandato de César começa a ser muito pior do que o primeiro e o segundo?! Alguém tem dúvidas que os ultimos anos deste mandato estão, a ser os piores de sempre?! As coisas são mesmo assim, vão perdendo a graça, vão perdendo aquela energia inicial que deveria vigorar sempre e durante toda a legislatura. Pese embora o facto de alguns Secretários Regionais continuarem a marcar o seu espaço, o certo é que César começa a ficar a falar sozinho, começa a ser ainda mais arrogante com tudo e todos, começa a “meter os pés pelas mãos” nas mais diversas situações e começa sobretudo a acentuar a sua grande confusão entre Governo Regional de todos os Açorianos e Açorianas e Partido Socialista de alguns. Os Açores não são de ninguém, muito menos dos Partidos Políticos ou dos Governos Regionais – Os Açores são dos Açorianos e das Açorianas, repito. Nunca fui, nem sou, uma pessoa de dar muitos conselhos, mas efectivamente é tempo de outros tomarem o seu lugar (outros que até poderão ser do mesmo partido... em eleições veremos!).
Os Açores sentem, querem e precisam de uma nova forma de encarar o futuro. Os Açores precisam de outros actores/governantes para poderem encarar o futuro com ambição e com alegria.
Os Jovens têm a grande função de dizer “Basta”!... Basta de laxismo, de desorganização, de puro marketing político e de compadrio profissional. Basta de “roubar” o futuro à nossa geração, de hipotecar hoje para afundar amanhã... Basta! Vamos virar a página! Vamos mudar de novela!
Rómulo M. Ávila

Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Um texto para REFLECTIR



Para os viciados no trabalho!!!...






Você é um Workaholic?
por Katia Cristina Horpaczky

O que é ser um Workaholic? A palavra Workaholic vem da língua inglesa e significa viciado em trabalho, e é uma gíria derivada da palavra Alcoholic, que quer dizer alcoólatra.
Estudos recentes de casos clínicos em consultórios psicológicos e psiquiátricos concluíram que o vício em trabalho é similar ao vício em álcool ou cocaína: A mola- mestra é a compulsão.
Para o Workaholic, o trabalho torna-se uma obsessão. A sociedade desaprova bêbados e drogados, mas aprova e até admira quem trabalha bastante.
Workaholics são pessoas que fazem do trabalho a sua principal razão de viver. Entre tantos motivos que levam a tal situação estão a competição, busca de poder e status, realização profissional e, às vezes, a principal razão é a fuga de problemas íntimos ou familiares.
O Workaholic faz de seu trabalho o sentido de sua vida, canaliza cada vez em maior escala sua energia no trabalho, sacrificando assim o lazer e as relações pessoais. O Workaholic é uma pessoa que racionaliza muito, desconsidera seus próprios sentimentos e tem um contato mínimo com si mesmo e com seus conflitos. É um tanto individualista e egoísta.
O trabalho passa a ser também um escudo protetor, pois encontra nele os meios necessários para manter escondidos os conflitos emocionais, que não quer ou não consegue resolver, em conseqüência a pessoa necessita de “aplausos” e reconhecimento, tornando-se, assim, uma pessoa ansiosa.
Na família, com os amigos, em casa, o Workaholic sofre sem dar espaço para os sentimentos e os afetos. Sempre insatisfeito consigo mesmo, alimenta a ideia de ser “onipotente” e “onipresente, mas na verdade é um “pai omisso”, ou uma “mãe ausente”, também um amante ou companheiro que sempre deixa a desejar e oferece pouco companheirismo, contato e afeto.
O Workaholic não relaxa, é constante a sua preocupação com o trabalho, seu maior problema é a falta de clareza entre o limite do prazer e o caminho da autodestruição.
A maior consequência em ser um Workaholic é a deterioração da qualidade de vida e também daqueles que o cercam, e a pessoa só começa a perceber que está se auto destruindo quando identifica algum quadro de estresse, depressão, isolamento, úlcera ou problemas cardíacos.
Se você identificou algum ponto aqui abordado, minha sugestão é: faça uma pausa, proponha-se uma autocrítica e uma auto-análise, avaliando a sua maneira de se relacionar consigo e com as pessoas, a forma de resolver seus problemas afetivos - emocionais, e como tem se dedicado ao trabalho. Um forte indicador é se as pessoas à sua volta estão reclamando a sua presença.
O trabalho é ótimo, gratificante e enriquecedor, mas não pode ser tudo na sua vida. Se estiver sendo sua razão de viver, pare e avalie; uma terapia pode auxiliar a você e colocar as coisas nos eixos.




Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Estamos a falhar na Autonomia I



Enquanto povo Açoriano, temos o direito de conhecer e fortalecer a nossa identidade cultural. Conhecer a nossa história, as dificuldades do passado, conhecer as adversidades e os tempos áureos do nosso desenvolvimento são seguramente passos importantes para continuarmos a levantar a bandeira da Autonomia, para continuarmos todos a cultivar este espírito de união entre as ilhas (unidade regional) e claro, não esquecer nunca o desenvolvimento harmónico das nove ilhas dos Açores, cada uma com a sua característica, com a sua especificidade.
Muitos de nós, Jovens Açorianos, não conhecemos a nossa história, o porquê da nossa bandeira e a letra do nosso hino. A culpa não é necessariamente nossa... é de todos aqueles que durante anos não nos quiseram ensinar/transmitir a nossa realidade, a nossa vivência e os nossos símbolos.
Muitas vezes se fala, pouca vezes se age – já é tempo de todos termos direito a saber/estudar a nossa história, a nossa fauna, a nossa flora, o nosso contexto sócio-cultural e tudo aquilo que diga respeito à realidade Açoriana - das nove ilhas dos Açores.
ESTA É A NOSSA TERRA. ESTA É A NOSSA GENTE. A Autonomia conquista-se a cada dia que passa, não se conquistou definitivamente. Às novas gerações, a NÓS TODOS, pede-se que saibam respeitar esta realidade autonómica e incentivar todos no seu cultivo, dia após o dia! OS AÇORES NÃO SÃO DE NINGUÉM, muito menos dos Partidos Políticos ou dos Governos Regionais - OS AÇORES SÃO DOS AÇORIANOS E DAS AÇORIANAS.
Rómulo M. Ávila

Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Nota de Abertura

O MAR que rodeia as nossas ilhas e nos separa, se repararmos é exactamente o mesmo MAR que nos deve unir. A energia da minha luta constante pelo progresso e bem-estar, baseado no trabalho, que desde cedo os nossos antepassados, conquistando e lutando nas entranhas do mar e terra venceram os novos desafios e as particularidades de viver em ilhas, de sermos ilhéu, é inspirada claramente na força que o MAR transmite, na força de um MAR que me rodeia e que aprendi a respeitar como se de uma grande figura se tratasse.
E assim me lanço no mundo da blogosfera que cada vez mais marca presença no nosso quotidiano. Se para uns o mundo dos "blogs" pode ser usado para vestir máscaras e no anominato mostrar-se a pessoa que efectivamente se é, para outros os "blogs" continuam a constituir uma nova forma de comunicar, uma nova forma de interagir com a sociedade.
Termino esta minha nota de abertura, reafirmando que é preciso valorizar as nossas nove ilhas dos Açores, valorizar a nossa unidade regional, valorizar a união e a força de um povo açoriano espalhado pelas ilhas e pelos quatro cantos do mundo, rodeados sempre por um MAR, um MAR inspirador e capaz de gerar sempre novas energias.
Rómulo M. Ávila